“Alice” de Bruno Vilela será mais uma obra exposta

postado em La Kasita

11057308_316977988425987_2167048540738547852_n

Com “Alice” de Bruno Vilela teremos a homenagem da La Kasita para os 150 anos de “Alice’s Adventures Under Ground” (Alice no País das Maravilhas).

Da série Bibbdi Bobbdi Boo, o artista pernambucano subverte clássicos da literatura infantil e contos de fada tirando deles seu desfecho redentor e sua moral da história.


Alice no País das Maravilhas:

O autor do livro, Lewis Carroll – pseudônimo do reverendo Charles Lutwidge Dodgson (1832); professor de Matemática da U. Oxford / Christ Church, rebusca a lógica, tanto na estrutura “do jogo”, quanto em seus raciocínios sobre enigmas, paradoxos e linguagens.

Alice no Pais das Maravilhas foi escrito durante uma viagem de barco pelo Tâmisa, entre Oxford e a aldeia de Godstow (1862) junto ao diretor da faculdade de matemática e seus filhos: Edith (8), Alice (10) e Lorina (13). Para entreter as crianças, Carroll inventou um mundo de fantasia e nomeou sua protagonista, Alice. A menina Alice teria gostado tanto da história que pediu a Carroll que a colocasse no papel e, assim, surgiu o manuscrito de As Aventuras Subterrâneas de Alice (Alice’s Adventures Under Ground).

Posteriormente, o manuscrito de Alice, nas mãos do escritor G. MacDonald, pioneiro na literatura de fantasia e ídolo de Carroll, estimulo Caroll a revisar e incluir no texto o Chapeleiro Louco e o Gato de Cheshire. Em 1871, foi publicado “Através do Espelho” e “O Que Alice Encontrou Por Lá”.

Alice no País das Maravilhas não é um conto de fadas, os quais têm origem na tradição oral e, geralmente, carregam um conteúdo moral. Tampouco é uma obra surrealista, pois o absurdo lida com valores humanos. O livro de Carroll se situa no campo da lógica., mas o problema lógico do raciocínio em Carroll se subordina ao problema semântico, questionando poética, por meio do nonsense, os jogos de palavra e sentido, assim como os paradoxos.