Araripina, a “Capital do Gesso”

Por Fred França
Foto: Luiz Netto

Hoje a principal e mais desenvolvida cidade do chamado “polo gesseiro”, área que em grande parte compõe a APA Chapada do Araripe*, Araripina não passara de um simples distrito da vizinha Ouricuri, distante 690km de Recife, à época conhecido por São Gonçalo, com um punhado de casas ao redor da de uma capela e logo em seguida uma escola que forçou a emancipação que aconteceria em 1928.

Não se sabe ao certo o real motivo da mudança de nome para Araripina, mas a maior probabilidade se deve à proximidade da cidade aos paredões da Chapada do Araripe, já no limite da divisa com o Piauí.

A cidade se divide atualmente entre os distritos de Lagoa do Barro, Morais, Nascente, Rancharia e Gergelim, além do Distrito Sede, conta com mais de 80 mil habitantes e goza de um índice de desenvolvimento humano bem superior à média das cidades sertanejas.

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A imensidão da APA Chapada do Araripe ocupa hoje áreas de Pernambuco, Ceará e Piauí.

A produção da gipsita, matéria-prima do gesso, é um dos carros-chefes da crescente produção industrial da cidade. Estima-se que a região é responsável por 95% da produção de gesso do Brasil.

Além de gipsita, indústrias do segmento têxtil e alimentício formam, junto com o comércio, as principais fontes de emprego e renda da cidade que agora também se prepara para receber usinas de geração de energia eólica. Toda esta atividade econômica faz da cidade o quinto PIB do Sertão de Pernambuco.

Como não podia deixar de ser, como toda cidade sertaneja próxima à Exu, a terra de Luiz Gonzaga, a principal festa da cidade é o São João, com uma semana de festividades, com bandas de todo o Brasil, mas preservando a autenticidade do forró-pé-de-serra, das barraquinhas de milho, dentre outras características que estão no DNA da maior festa popular do sertão brasileiro.

Destaca-se ainda a Tradicional Vaquejada de Araripina, a maior de toda ao Araripe, que costuma lotar o Parque Três Vaqueiros no mês de setembro e a Festa de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, desde a época em que a cidade ainda se chamava São Gonçalo.

Apesar da beleza imponente dos Chapadões, o turismo ainda não é uma atividade econômica de destaque no município.

*A APA da Chapada do Araripe está no livro fotográfico Expedição Pernambuco – O Leão do Norte. Mais informações sobre a Coleção EcoExpedições no menu esquerdo do portal da Panorama Cultural ou no site www.colecaoecoexpedicoes.com.br. Os extras publicados no portal trazem informações e curiosidades das áreas visitadas ao longo do projeto.