Choroni, Puerto Colombia e Chuao

O Henri Pittier possui tantas facetas, de certa forma interligadas entre si, que termina agradando a diversas “tribos” que o visitam. As históricas vilas localizadas no parque são os lugares preferidos pelos turistas para hospedagem.

Choroni, a mais famosa delas, possui tudo que um visitante precisa, uma arquitetura colonial singular, pousadas, pequenos restaurantes, supermercados, ônibus na porta e o mar a 20 minutos de caminhada. Quem quiser se hospedar de fato a beira-mar é só caminhar estes poucos minutos que separam a bela Choroni da igualmente bela Puerto Colombia, onde poderá saborear os excelentes pratos de frutos-do-mar e jantar os tradicionais pepitos, sanduíches em pão baguete recheados com carnes bem temperadas que são sucesso na Venezuela e que de fato também aprovamos.

Um dos motivos que nos levou a utilizar estes dois vilarejos como base, foi que eles ficam praticamente no “meio” do parque, com cerca de 50% do Pittier pra cada lado, além de próximo a Choroni haver um local onde é facílimo encontrar papagaios e outras espécies de aves no início da manhã (e de fato fizemos a festa na tal área, localizada próxima ao pequeno terminal rodoviário).

Apesar de termos nos apaixonado por Choroni e Puerto Colombia, estas vilas eram apenas o nosso “dormitório”. Em quase todos os dias as montanhas, que já se desenham bem próximas às praias, foram nosso destino durante as longas, mas em especial nos dias em que focamos a documentação do litoral do parque, nos chamou a atenção o belo povoado de Chuao, não só por ser uma das mais belas praias do Pittier, mas por toda sua rica história ligada ao ciclo de Cacau na região.

Lá finalmente conseguimos encontrar pessoas ligadas à tradição dos Diablos Danzantes, uma tradição de mascarados, com traços de religiosidade. Já havíamos conhecido a tradição em outras cidades venezuelanas, mas em Chuao tivemos a oportunidade de conversar com pessoas diretamente ligadas ao folguedo, que constróem suas próprias máscaras e que puderam nos dar uma verdadeira aula sobre o simbolismo por trás de cada característica dos Diablos.

A tradição dos Diablos Danzantes está por todo o lado de Chuao.

Chuao foi nossa despedida do Henri Pittier. Daqui deixamos a costa oeste e partimos pro leste do país, fazendo uma breve escala na capital Caracas pra visitar o Parque Nacional El Avila.

 POSTADO POR LUIZ NETTO