Projeto chega ao Monte Roraima

Ver um filho nascer deve de ser um momento especial, mas que até o momento eu e minha esposa ainda não tivemos o prazer se sentir. De certa forma a aproximação do desfecho do projeto Expedição Venezuela, primeiro livro da série que estamos capitaneando, parece preencher essa lacuna, visto que a sensação é que estamos finalmente terminando de gerar um primeiro filho.

Ainda em 2012, quando cá fizemos a última viagem de documentação dos parques nacionais venezuelanos, voltávamos convencidos que tínhamos material suficiente para publicação deste tal primeiro “filho”.

Durante o processo de edição final, que culminou na publicação de alguns extras, diagramação e preparação da parte textual, começamos a sentir aquela dolorosa sensação que ainda haveria de faltar a “cereja do bolo”, o retoque final pra fechar com a famosa chave de ouro.

Entre idas e vindas, analisávamos cada foto selecionada, tínhamos documentado todas as principais relíquias naturais venezuelanas, desde o Salto Angel à gigantesca Caverna do El Guácharo.

Por mais que tivéssemos resolvido “deixar” o Monte Roraima para um futuro livro sobre o estado brasileiro, abordar o Parque Nacional Canaima, sem falar da “Terra de Makunaima”, o maléfico Deus que os indígenas locais acreditam residir no topo da montanha, de fato geraria uma obra incompleta, afinal o Monte Roraima apesar de possuir parte no parque nacional brasileiro de mesmo nome, ocupa uma área bem considerável da Venezuela (dentro do Parque Nacional Canaima) e também da Guiana Inglesa.

Desde essa constatação, especialmente quando conversávamos com colegas venezuelanos que sempre perguntavam se “o Roraima”, como costumam chamar, entraria no projeto, que começamos a planejar uma última vinda pra trazer fotos do “mundo perdido”.

Mala feita, sentado no aeroporto esperando o primeiro vôo pra Boa Vista e de lá seguir pro parque. Em breve notícias do andamento dessa última epopéia venezuelana.

POSTADO POR LUIZ NETTO