Curimatá

Por Fred França
Foto: Luiz Netto

Cerca de 1,08% do Parque Nacional da Serra das Confusões se encontra dentro do município de Curimatá, o que corresponde a 8.662 hectares protegidos dentro do município. A origem da cidade remonta à data de terras Geti, adquirida pelo Senhor Damásio de Carvalho Mourão em 1717, ano de sua chegada à região.

Logo em seguida foi construída a Capela de Nossa Senhora do Bom Sucesso, pelo Capitão-mor Manoel Marques Padilha do Amaral, donde, ao seu redor, começou a florescer o povoado batizado desde o início com o nome de Curimatá, em alusão ao riacho de mesmo nome que banhava o local.

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Curimatá é uma das cidades piauienses a integrar o Parque Nacional da Serra das Confusões.

O povoado foi destruído por bandoleiros em 1922 e sua reconstrução só se iniciou em 1931, através de Abdias Albuquerque, responsável pela instalação de um entreposto comercial que impulsionaria o comércio da região. Em 1937 foi criado pelo professor Samuel Dourado Guerra o Instituto Educacional Julião Guerra, o que, numa região tão carente de escolas, findou por atrair muitos moradores que viviam espalhados pelas margens do riacho Curimatá para o povoado, impulsionando novamente o crescimento local.

A emancipação viria em 1953, com o desmembramento da cidade de Parnaguá e implantação do distrito sede no ano seguinte. Atualmente, a cidade conta com pouco mais de 11 mil habitantes, seu último Índice de Desenvolvimento Municipal registrado foi de 0,607 e a renda per capita de R$ 6.899,95, valores considerados baixos para as Nações Unidas.

A base da sua economia é o setor de serviços e a pecuária, onde se destacam o plantel bovino, com 22 mil cabeças, galináceos, com 24 mil cabeças, e ovinos, com 8 mil cabeças. A agricultura não é tão desenvolvida, com as lavouras existentes se dedicando em sua maioria à produção de milho.

* O Parque Nacional da Serra das Confusões estará no livro fotográfico Expedição Piauí – O Sol do Equador. Mais informações sobre a Coleção EcoExpedições no menu esquerdo do portal da Panorama Cultural ou no site www.colecaoecoexpedicoes.com.br. Os extras publicados no portal trazem informações e curiosidades das áreas visitadas ao longo do projeto.