Espécies ameaçadas da Flona de Palmares

Por Roseanny Carvalho
Fotos: Lucas Gaspar e Luiz Netto


A proximidade com um grande centro urbano não impede a Floresta Nacional de Palmares proteger algumas espécies ameaçadas de nossa fauna que podem ser encontrados com certa facilidade no seu território. Confira algumas delas a seguir.

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Araponga-do-nordeste é uma ave de beleza singular. Também conhecida como ferreiro, devido ao seu canto alto e estridente, que se assemelha ao som produzido pelo trabalho de um ferreiro. Seu nome científico é Procnias averano.

Espécie endêmica do Brasil, sendo encontrada em alguns Estados do Nordeste brasileiro, em especial no Piauí, onde muitas se abrigam na Floresta Nacional de Palmares*.

Essa espécie se alimenta de frutos e vivem na copas de árvores de grande porte. Tem como principal característica o canto, por ser semelhante à batida de um martelo metálico. Para identificar o gênero da araponga-do-nordeste basta olhar para sua plumagem, onde o macho apresenta cor branca, cabeça amarronzada e asas pretas, enquanto a fêmea é toda verde.

Por ser uma ave de plumagem diferenciada e se adaptar com facilidade à vida em cativeiro, tem sido alvo fácil do tráfico de animais silvestres, fator esse que tem colocado em risco a sobrevivência da espécie, assim como a destruição do seu habitat natural. Está na lista de espécies vulnerável à extinção.

Guariba ou Capelão

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O Alouatta ululata, mais conhecido com guariba ou bugio, é um primata da família Atelidae. Nativo da região Nordeste do Brasil, pode ser encontrado nem vários de seus estados.

O guariba apresenta um peso médio de 7 quilos e chegam a viver cerca de 20 anos. Seu bando apresenta uma média de 4 a 11 indivíduos, tendo como líder o macho mais velho, que recebe o nome de capelão. O macho tende a ter os pelos ruivos, enquanto a fêmea possui cor amarelo-escuro.

Sua alimentação é composta por brotos, frutos, folhas e flores. Podem ser visto comendo pendurado por sua cauda, considerado seu quinto membro. Mas não é só para comer que eles fazem uso da cauda, também para se locomoverem, indo de um galho a outro.

Costumam viver em florestas tropicais, mangues e caatinga, tendo preferência por matas próximas aos lugares mais úmidos, evitando áreas secas e com a presença do homem.

Estando na lista de animais em extinção, o guariba tem como ameaças a expansão agropecuária e imobiliária, que avançam cada vez mais destruindo seu habitat natural. Outras ameaças à sua vida são a caçam – que é forte nos Estados do Ceará e Maranhão – e o tráfico, onde não resistem ao cativeiro.

Estima-se que existam 2.500 indivíduos maduros desta espécie, estando grande parte desta população no Delta do Parnaíba e em outras unidades de conservação piauienses, como a Floresta Nacional de Palmares.

* A Floresta Nacional de Palmares estará no livro fotográfico Expedição Piauí – O Sol do Equador. Mais informações sobre a Coleção EcoExpedições no menu esquerdo do portal da Panorama Cultural ou no site www.colecaoecoexpedicoes.com.br. Os extras publicados no portal trazem informações e curiosidades das áreas visitadas ao longo do projeto.