Construções históricas de Fernando de Noronha (PARTE 1)

Por Mitsy Queiroz
Fotos: Luiz Netto

Fernando de Noronha* foi um ponto estratégico para a ocupação das Américas, tendo em suas terras atracado navios de diversos países. A ocupação portuguesa e acontecimentos da história recente como o presídio e a chegada das igrejas, deixaram construções históricas que resistem ao tempo e hoje contam um pouco da rica história do arquipélago aos milhares de turistas que a visitam.

Conheça um pouco de algumas destas construções nesta série de EXTRAS da Panorama Cultural. 

Forte de São Pedro do Boldró

Parte mais conservada das ruínas do Forte de São Pedro.

O forte construído no século XVIII na Praia do Boldró, estrategicamente posicionado 31 metros acima do nível do mar,  conta com uma ampla vista para a Praia do Bode, Cacimba do Padre, Praia do Americano e Boldró.

Em 1957, durante a ocupação americana, o local foi utilizado como ponto de rastreamento de mísseis teleguiados. Hoje ao invés de militares, são os turistas que ocupam o local, em especial nos fins de tarde para apreciar o pôr-do-sol mais famoso do arquipélago.


Forte de São José

A ilha principal de Fernando de Noronha sempre foi objeto de cobiça por parte de vários países, mas era comum tropas inimigas aportarem nas ilhas secundárias para em seguida tentar invasões à ilha principal. Visando proteger estas ilhas, em especial a Ilha Rasa, a Sala Gineta, a Ilha do Meio e a Ilha Rata que os portugueses construíram o Forte de São José entre 1758 e 1761. Foi o único construído numa ilha secundária e sua posição servia também pra proteção da Baía de Santo Antônio, na Ilha Principal. De forma triangular, possuía uma área de 2400 m2. Por volta de 1850 as paredes da construção já se encontravam bastante comprometidas.

 

Air France


Antiga base da Air France.

A companhia aérea fracesa surgiu em 1934, fruto da fusão de quatro companhias. Uma delas era a Cia Generale Autopostale, já instalada em Fernando de Noronha desde 1927. A empresa possuía três construções no arquipélago das quais apenas uma ainda existe e hoje é sede do Espaço Cultural Air France, onde também se localiza a sede da Associação dos Artesãos e Artistas Plásticos de Fernando de Noronha.


Forte de Santo Antônio

 

Ruínas do Forte de Santo Antônio, com vista para o Morro do Pico.

 O Forte de Santo Antônio foi construído em 1737, numa área de 1080 m2 em forma de um quadrilátero irregular, na baía de mesmo nome. Contava com oito peças de artilharia pesada. Em 1864, já bastante danificado, foi reedificado sendo abandonado e desarmado 12 anos mais tarde.

O forte possuía visão para o Forte de São José, localizado nas Ilhas Secundárias e juntos eram uma poderosa ferramenta de proteção da Baía de Santo Antônio, uma das principais portas de entrada do arquipélago.

 

Vila da Quixaba

 

Vila da Quixaba após a última restauração.

 A vila era um núcleo urbano construído nos arredores da Capela de Nossa Senhora da Conceição (restaurada em 2000). Lá também se situava o “Alojamento dos Sentenciados”, destinado aos presos em regime aberto e destruído numa explosão durante o período da II Guerra Mundial.

* O Parque Nacional Marinho e a APA Fernando de Noronha estão no livro fotográfico Expedição Pernambuco – O Leão do Norte. Mais informações sobre a Coleção EcoExpedições no menu esquerdo do portal da Panorama Cultural ou no site www.colecaoecoexpedicoes.com.br. Os extras publicados no portal trazem informações e curiosidades das áreas visitadas ao longo do projeto.