Alexander von Humboldt

Por Mitsy Queiroz
Foto: Luiz Netto 

De família tradicional Alemã, Alexander von Humboldt, o Barão de Humboldt, se tornou um dos maiores naturalistas da história, sendo de relevância ímpar para a América do Sul. Apresentou grande polivalência para a ciência, tendo ao longo de sua vida publicado trabalhos nas áreas da antropologia, física, geografia, geologia, mineração, botânica, espeleologia, entre muitas outras.

Formado nas melhores universidades alemãs, iniciou cedo, por volta dos 20 anos, suas longas viagens de caráter científico visitando as redondezas de seu país natal e passando pelos países baixos e Inglaterra.

No início do século XVIII, fez a viagem pela América do Sul que marcou pra sempre seu nome na história, com a publicação de trabalhos influentes até os dias de hoje, sendo “Kosmos” o mais famoso deles, por misturar filosofia grega ao caos do universo e ao caos terrestre.

Hoje seu nome batiza lugares como o Monumento Natural Alejandro de Humbolt* na Venezuela, além de animais e plantas diversas, como o Quercus humboltii, um carvalho sul-americano.

Sua histórica viagem pela América do Sul começou no mítico Rio Orinoco e após percorrer quase 3000km entre diversas bacias hidrográficas conseguiu comprovar uma suspeita da época: a comunicação entre as bacias do Orinoco e do Rio Amazonas.

Ainda na Venezuela, Humboldt realizou os primeiros trabalhos científicos na área onde hoje se localiza o Parque Nacional El Guácharo* e a gigantesca caverna dos guácharos. O naturalista mapeou grande parte dos corredores e galerias da caverna, estudando a gigantesca colônia de guácharos existentes e escrevendo para sempre seu nome na história da Venezuela.

Hoje, além da sede do Parque Nacional El Guácharo, em frente à caverna existe também um museu em homenagem ao naturalista, bem completo em termos de informações do mundo natural e históricas.

Fachada do Museo Humboldt, localizado na sede do Parque Nacional El Guácharo

Após a Venezuela, ainda seguiu para os Andes, América Central, México, Estados Unidos e outros países, exceto o Brasil, onde a coroa portuguesa proibiu sua entrada por temer que fosse um espião.

Os números apontam que ao longo dos quase 10000km percorridos, o naturalista identificou mais 6000 plantas até então desconhecidas da ciência. A fama de Humboldt após a expedição sul-americana o transformou numa das maiores personalidades européias, sendo respeitado em todo o velho continente e tendo atuado como diplomata e conselheiro da corte da Prússia por quase 20 anos.

Viveu bastante para a época, morrendo poucos meses antes de completar 90 anos.

 

 


*O Parque Nacional El Guacharo e o Monumento Natural Alejandro de Humboldt estarão no livro fotográfico Expedição Venezuela – La Tierra de Gracia. Mais informações sobre a Coleção EcoExpedições no menu esquerdo do portal da Panorama Cultural ou no site www.colecaoecoexpedicoes.com.br. Os extras publicados no portal trazem informações e curiosidades das áreas visitadas ao longo do projeto.