O primeiro Monumento Natural de Pernambuco

Bom, esse é meu primeiro post sobre o projeto Expedição Pernambuco, referente a uma visita que a gente fez ao Monumento Natural Pedra do Cachorro, uma unidade de conservação que se encontra há aproximadamente 150 km a oeste do Recife.

Há algumas semanas, Luiz e eu conversamos sobre meu interesse em contribuir com o seu projeto sobre fotografar e documentar as unidades de Conservação aqui em Pernambuco. Eu visitei seu website e fiquei imediatamente interessado em participar do livro.

O primeiro destino era a mais recente unidade de conservação de Pernambuco, o Monumento Natural Pedra do Cachorro, localizado nos limites dos municípios de Caruaru, São Caetano e Brejo da Madre de Deus. Não por acaso, era o primeiro Monumento Natural oficializado no estado. Nosso amigo, e grande fotógrafo, Mozart Souto, também nos acompanhou e lá estávamos nós seguindo pela BR-232. 

O nosso guia foi Ricardo, um amigo do Luiz, dos tempos em que competiam no mountain bike, que nos esperava na rodoviária com mais 3 amigos dele.

O caminho até lá seguia por alguns quilômetros de estrada de barro, cerca de 30 minutos até avistarmos a imponente Pedra. Esta área do agreste pernambucano tem esta peculiaridade que logo me fez lembrar da estrada que liga Caruaru ao Teatro de Nova Jerusalém, já em Brejo da Madre de Deus, uma área relativamente preservada do agreste pernambucano com belas formações rochosas, das quais a Pedra do Cachorro parecia ser o início delas. 

A Pedra em si fica um pouco mais afastada, até mesmo dos povoados rurais, apesar do visual das casas mais próximas, distantes cerca de um quilômetro, ser bem interessante, com açudes e lagoas em seus arredores.

Optamos por aproveitar o sol ameno das primeiras horas da manhã pra fazer o mais difícil, do ponto de vista físico, que é chegar ao topo.

Captura de Tela 2014-08-13 às 18.27.50

Chegando à Pedra do Cachorro.

Captura de Tela 2014-08-13 às 18.29.31

 Início da subida para a Pedra do Cachorro.


Infelizmente, logo no inicio, quando começamos a subir, Luiz acabou machucando as costas e optou para não atrasar a turma, ficando embaixo. Eu continuei subindo, junto com Mozart e a turma de Ricardo.
 

A subida é bastante íngreme e foi difícil, especialmente por causa do peso dos equipamentos fotográficos, mas nada que uma pessoa com preparo físico razoável não consiga. 

Para mim foi uma surpresa, porque pensei que enfrentaríamos uma caminhada mais fácil, de no máximo 2 horas. Porém cheguei lá praticamente sem água e comida. Foi uma sorte a turma de Ricardo ter se preparado melhor.

Avistar fauna não é tão simples, mesmo em silêncio absoluto. Caracarás e aves-pernilongo foi o que de maior encontramos. O destaque vai mais para animais menores, mas, àquela altura, o que queríamos mesmo era avistar a imensidão do agreste pernambucano do topo da Pedra. Já chegando ao topo vimos uma águia-chilena, mas que, infelizmente, não consegui fotografar.

Lá perto do topo estava a tal “chaleira” da qual o Ricardo falara. De fato, sem cordas, seria difícil passar por lá. São cerca de três metros e, após isso, pronto, estamos praticamente no topo. O visual é recompensador.

Captura de Tela 2014-08-13 às 18.30.34

Nosso guia, Ricardo, no final da subida da Pedra do Cachorro, onde é necessário o apoio de cordas.

Captura de Tela 2014-08-13 às 18.31.49

Nossa rota até o topo da Pedra do Cachorro.

Paramos para um breve repouso, fizemos nosso “almoço” por lá e avistamos quase uma dezena de povoados e cidades do agreste lá de cima. Belas fotos, sem dúvidas. Subimos uns 400 m até o topo, que fica a uma altitude de 1060 m.

A descida foi rápida, já que queríamos fugir do sol que começava a subir. Ao menos São Pedro foi generoso e nos deu tempo bom durante todo o trajeto. Lá embaixo, Luiz, já recuperado, nos mostrava algumas das fotos que conseguira da base da Pedra. A única vantagem é que, por causa de seu acidente, conseguimos mais variedades de fotos.

A subida até o topo da Pedra foi o ponto alto de nossos dias no Cachorro. Mas o pôr-do-sol e as primeiras horas do dia também nos renderam belos registros.

A Pedra do Cachorro nos surpreendeu positivamente, daqui seguimos para a Floresta Nacional Negreiros, em Serrita, sertão pernambucano.

POSTADO POR BART VAN DORP EM 13 DE AGOSTO DE 2014