Pontal da Santa Cruz

Dos monumentos naturais de Santana do Cariri, o Pontal de Santa Cruz é o mais estruturado, sem sombra de dúvidas, amplo estacionamento, amplo restaurante, frequentemente visitado, belo mirante, de onde é possível avistar não apenas o centro de Santana e alguns de seus povoados rurais, além da belíssima cadeia de montanhas e paredões de Chapada do Araripe que o cercam.

Saímos cedo do centro de Santana após a produtiva visita ao Museu de Paleontologia no dia anterior. Iríamos primeiramente aproveitar pra rodar um pouco pelas estradas dos arredores do Pontal atrás de algumas aves, uma vez que tudo ali ao redor seria área pertencente à gigante APA da Chapada do Araripe, outra unidade de conservação do projeto. Com estradas de barro em boas condições tivemos boas primeiras horas, apesar das chuvas que cismavam em atrapalhar nossas rondas, e chegamos ao monumento bem na hora de sua abertura “oficial” aos visitantes, já pra fugir do fluxo maior de visitantes.

Alguns funcionários já tratavam de organizar o restaurante. A proximidade com Santana faz o local ser bem procurado por moradores e visitantes em geral. O nome do monumento deixa claro o que por lá iremos encontrar, uma enorme cruz de metal, além de uma simpática capelinha tão franciscana de tão simples.

Foi estratégico chegar cedo para as melhores fotos. Além da agradável luz, as nuvens pós-chuva deram um belo ar dramático às imagens. Quando o público “comum” começou a chegar ao mirante, já tínhamos rodado toda sua extensão, conseguido boas imagens inclusive de aves e uma loca recheada de mocós bem embaixo das pedras da capela.

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Povoado do Pontal da Santa Cruz, aos pés do Monumento Natural.

 

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Santana do Cariri ao fundo, vista a partir do topo do Monumento Natural do Pontal da Santa Cruz.

 

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Capela localizada no topo do Pontal da Santa Cruz.

 

Apesar de se chegar pela estrada de terra, principal via à entrada do Monumento, há uma escadaria rústica que liga o mirante ao povoado de Santa Cruz, bem abaixo do Monumento Natural. Foi por lá que eu e Damásio gastamos as últimas horas da manhã. Entre subidas e descidas que judiou bastante do meu estimado guia. Voltamos ao topo pela mesma escadaria já na hora do almoço para fugir do sol forte e aproveitar pra descansar no restaurante local, já com uma boa lotação.

Na parte da tarde seria a hora de circundar o Monumento em busca de suas melhores imagens externas. A rocha em que se localiza o cruzeiro se destaca em várias posições da planície que a circunda, desde Santana até os seus povoados rurais, certamente algumas das fotos que estarão no livro.

E assim se foi o dia no Pontal da Santa Cruz, findamos com uma proveitosa conversa de fim de tarde com os moradores da povoado de mesmo nome, gente feliz e profunda conhecedora da região que nos deram as melhores dicas inclusive sobre o Sítio Cana Brava, o objetivo do dia seguinte.

Por lá eu conto como foi no próximo post.