Paulista

Por Karina Morais
Foto: Bart van Dorp

Paulista é um dos principais municípios da Região Metropolitana do Recife e é lá que se encontra a Estação Ecológica Caetés*, unidade de conservação que por pouco não virou um grande aterro sanitário.

No ano de 1535, Paulista era um vilarejo com duas freguesias, Paratibe e Maranguape, formando parte da então Vila de Olinda. Em meados do século XVI, as terras de Paratibe foram doadas por Duarte Coelho a Jerônimo de Albuquerque, pelos serviços prestados à colônia, que após um tempo cedeu as terras a Gonçalo Mendes Leitão, no momento de contrair matrimônio com sua filha. Posteriormente com a morte de Mendes Leitão, seus herdeiros venderam as propriedades, dividindo-se a partir deste momento em Paratibe de Cima e Paratibe de Baixo.  Mais tarde duas freguesias, Paratibe e Maranguape foram vendidas ao bandeirante paulista, Manoel Álvares de Morais Navarro, conhecido como “Paulista”, dando origem ao atual nome da cidade. Os séculos posteriores caracterizaram-se pelo crescimento tanto político como econômico para a cidade. Paulista foi o segundo distrito de Olinda até o ano de 1935, quando se converteu em município independente.

Além da ESEC Caetés, Paulista também possui outras importante matas urbanas:  Janga e Jaguarana, de alta relevância para o controle ambiental e climático de uma área tão densamente povoada como a Região Metropolitana do Recife. Em faixa litorânea e nos terrenos submetidos à influência constante das marés, desenvolve-se a vegetação de mangue e um grande substrato de Mata Atlântica que foi lentamente sendo suprimo até se resumir às áreas protegidas citadas.

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A Estação Ecológica Caetés por pouco não virou um aterro sanitário.

No município predominam atividades ligadas ao setor de serviços, comércio e indústria. O turismo também é responsável por atrair empreendimentos, com a implantação de hotéis, restaurantes, pontos comerciais e marinas, congregando muitas embarcações de Recife que são guardadas nas marinas do município pela posição estratégica, mais perto da saída do Canal de Santa Cruz, que leva à Coroa do Avião, Ilha de Itamaracá e outras belas praias.

Paulista possui uma extensa faixa litorânea com 14 km de areia, onde se encontra um mar de águas mornas e azuis de praias tradicionais como Enseadinha, Janga, Pau Amarelo, Mangue Seco, Praia do Ó, Conceição e Maria Farinha, que embora estejam próxima do agito comercial da Região Metropolitana do Recife e muitas vezes lotadas aos fins de semana, gozam de boa calmaria nos demais dias da semana.

A cidade ainda conta com construções que recontam a história como vários casarios e igrejas erguidas no período colonial e o tradicional Forte de Pau Amarelo, construído no século XVIII pelos portugueses e que marca o local do primeiro desembarque dos holandeses no Brasil.

* A Estação Ecológica Caetés  está no livro fotográfico Expedição Pernambuco – O Leão do Norte. Mais informações sobre a Coleção EcoExpedições no menu esquerdo do portal da Panorama Cultural ou no site www.colecaoecoexpedicoes.com.br. Os extras publicados no portal trazem informações e curiosidades das áreas visitadas ao longo do projeto.