Redenção de Gurgueia

Por Fred França
Foto: Luiz Netto

A grande dimensão territorial do Parque Nacional da Serra das Confusões abraça diversos municípios do sul piauiense, entre eles, Redenção Gurguéia, com seus 246.801 hectares, dos quais pouco mais de 57 mil encontram-se dentro do Parque, o que corresponde a 7,15% do território protegido pela unidade de conservação.

A cidade teve sua origem do povoado de Raposa, que despontou para a agricultura no início do século XX, com parte de seu território pertencente ao município de Bom Jesus e parte pertencente a Monte Alegre do Piauí. A localidade mudou seu nome para Redenção em 1930, ano em que foi erguida sua primeira capela. A emancipação viria 32 anos depois, capitaneada por José Dário dos Santos e Joaquim Paulino dos Santos, descendente direto de Paulino Pereira Santos, um dos primeiros moradores do povoado de Raposa. O nome oficial do município acrescentou o Gurgueia  em alusão ao principal rio do município.

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Redenção de Gurgueia é mais um município a compor o Parque Nacional da Serra das Confusões.

Atualmente, a população de Redenção de Gurgueia é de pouco mais de 8500 mil habitantes , com Índice de Desenvolvimento Humano de 0,589 (dados de 2010) e renda per capita de R$6.375,68 (dados de 2014). O rendimento mensal médio por domicílio é de R$ 1.209,21.

Sua economia é quase que totalmente baseada no setor de serviços e na agropecuária, vocação adquirida desde sua fundação, inclusive hoje contando com algumas poucas lavouras irrigadas de banana e caju. O grosso de sua produção agrícola ainda segue a tendência regional das lavouras temporárias, com destaque para o cultivo de feijão, milho e principalmente soja, esta última com mais de 1000 hectares plantados no município. Na pecuária destaca-se seu grande rebanho bovino, com mais de 14 mil cabeças, um dos maiores planteis do sul do estado.

* O Parque Nacional da Serra das Confusões estará no livro fotográfico Expedição Piauí – O Sol do Equador. Mais informações sobre a Coleção EcoExpedições no menu esquerdo do portal da Panorama Cultural ou no site www.colecaoecoexpedicoes.com.br. Os extras publicados no portal trazem informações e curiosidades das áreas visitadas ao longo do projeto.