“Ribeirão das Lavras” é mais um filme Guarani no FestCine Indígena

Demarcada na década de 80 e parte de um território indígena composto por outras aldeias homologadas pelo Ministério da Justiça em 2015, a aldeia Tekoa Ytu, do povo Guarani Mbyá, localizada próximo ao Parque Estadual do Jaraguá (Pico do Jaraguá), na zona noroeste de São Paulo, recebe o rio Ribeirão das Lavras, que nasce no parque, corta a aldeia e sai dela virando Ribeirão Vermelho.

O rio histórico, famoso por ser utilizado na lavagem de pedras preciosas exploradas por Bandeirantes, também foi fundamental para o consumo, preparação de comida tradicional e banho dos Mbyá. Hoje, o rio está com um nível de poluição que impede os moradores de utilizar sua água e já causou muitas doenças em crianças e adultos.

O mesmo rio foi beneficiado com o projeto Córrego Limpo, parceria da Prefeitura de S. Paulo com o Governo do Estado de S. Paulo, por meio da Secretaria de Saneamento e Energia e da Sabesp, com o objetivo de despoluir rios e córregos da cidade. Neste filme, lideranças indígenas da aldeia fazem um relato de como era o rio e como ele está no exato momento; também pedem ajuda do poder público e comunidade para ter este precioso recurso natural novamente limpo, trazendo benefícios não só para aldeia, mas para todo o bioma remanescente de Mata Atlântica na região.

“Ribeirão das Lavras – Um Rio Guarani” é dirigido por Thiago Carvalho e será exibido no último dia do Festival de Cinema Indígena de Águas Belas. A seguir, o trailer e o cartaz oficial do filme.

cartaz ribeirao - Thiago Carvalho Wera'i