São Francisco Submerso aprovado no Programa Rumos Itaú Cultural

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São Francisco Submerso, projeto da Panorama Cultural realizado dentro do seu Programa Memória & Patrimônio, deu mais um grande passo hoje com a aprovação de sua segunda etapa, desta vez no tradicional Programa Rumos, do Itaú Cultural.

O Banco Itaú já havia sido parceiro da primeira etapa, juntamente com o Iphan, através da Lei de Incentivo à Cultura. Na ocasião, deu-se início ao trabalho exploratório de sondagem, plotagem e fotografias subaquáticas das ruínas de antigas cidades que foram alagadas pela Usina Hidroelétrica Luiz Gonzaga. Integraram a primeira etapa: o município de Petrolândia, em Pernambuco, e Glória, na Bahia, além dos distritos de Barreiras, Brejinho e Torquato, todos hoje submersos no enorme lago represado da Usina, o Lago de Itaparica. O projeto também visitou um naufrágio existente na Terra Indígena Truká, em Cabrobó, Pernambuco.

Todas as ruínas catalogadas tiveram seus marcos repassados para o Iphan, visando futuras políticas públicas de proteção deste patrimônio e contou inclusive com a descoberta de ruínas inéditas, nunca antes fotografadas.

A primeira etapa de São Francisco Submerso também teve como produto uma bela exposição do fotógrafo oficial do projeto, o pernambucano Luiz Netto. A mostra, batizada de São Francisco Submerso – O Lago de Itaparica, passou por Recife (PE), São Paulo (SP) e Garanhuns (PE), rendendo ao artista o tradicional Prêmio Arte & Patrimônio, do Iphan, além de ter sido um dos três finalistas do Prêmio Brasil Criativo, na categoria Patrimônio Material, premiação oficial do Ministério da Cultura para os setores da economia criativa.

Além destes prêmios, o trabalho também foi o indicado de Pernambuco para a final nacional do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, outra premiação do Iphan, desta vez voltada esta para trabalhos de preservação do patrimônio material.

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Exposição em Recife, que ocupou as duas salas expositivas da sede do Iphan.

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Equipe do projeto nas ruínas na Charqueada, uma antiga fábrica de doces de Petrolândia Velha.

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Fotógrafo Luiz Netto em ação em Glória Velha, Bahia.

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Equipe do projeto na Terra Indígena Truká, em Cabrobó, Pernambuco.

Nesta segunda etapa, São Francisco Submerso continua no Lago de Itaparica, desta vez em cidades que ficaram fora do escopo da primeira etapa, com destaque para Itacuruba, no lado pernambucano, e Rodelas, no lado baiano. Ambas tiveram suas sedes deslocadas em virtude da construção da hidroelétrica.

Além do Lago de Itaparica, o São Francisco possui outros lagos de hidroelétricas de destaque, como Xingó e Sobradinho, que até bem pouco tempo era o maior lago artificial do mundo. Em todos os casos, várias cidades e povoados foram inundados para sempre, sem a devida preocupação de registro deste patrimônio. O projeto São Francisco Submerso vem aos poucos corrigindo este problema, revelando toda a história do Brasil que hoje repousa sob a lâmina d’água do Velho Chico.

A Panorama Cultural e todo o staff do projeto agradecem ao Itaú Cultural e ao Banco Itaú pela salutar parceria, tão salutar à preservação do Patrimônio Histórico do sertão brasileiro. Maiores informações sobre o projeto, fotos e vários materiais extras da primeira etapa, você encontra no menu do lado esquerdo de nosso portal (Programa Memória & Patrimônio), ou diretamente no site do programa (http://panoramacultural.com.br/memoriaepatrimonio).