Tacaimbó

Por Roseanny Carvalho
Foto: Bart van Dorp

Conhecida por ser a Terra do Maxixe, Tacaimbó é um verdadeiro exemplo de município interiorano. Pequeno, singelo, de uma gente pacata e com ares bucólicos.

A uma distância de 190 km de Recife, o município está localizado na microrregião do Vale do Ipojuca e faz vizinhança com Belo Jardim, São Caetano e Cachoeirinha. Tem mais de 12 mil habitantes e encontra-se distribuído em uma área de 227 km².

Tacaimbó divide a Pedra do Cachorro*, primeiro monumento natural do estado, com os municípios de Brejo da Madre de Deus e São Caetano.

O município recebeu três denominações. O primeiro foi Curralinho, em virtude dos muitos currais que havia na fazendo que pertencia ao senhor Luiz Alves Maciel. Antônio Olinto foi o segundo, em homenagem ao engenheiro criador da estação ferroviária. Por último foi Tacaimbó, que tem origem indígena, foi dada através de Decreto-Lei n° 952, de 31 de dezembro de 1943.

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O Monumento Natural Pedra do Cachorro.

O tempo parece não passar em Tacaimbó. Basta uma caminhada pela Praça Francelino de Araújo para que se tenha contato com o passado, onde podem ser vistos casarios com traços coloniais e a Paróquia de Santo Antônio, fundada em 1906.

É no mês de maio que toda a população se reúne para os festejos dedicados ao Padroeiro Santo Antônio, onde todos são chamados à prática de fé e gratidão.

A Festa do Maxixe é uma celebração à produção de maxixe, já que Tacaimbó é considerado o segundo maior produtor do estado de Pernambuco. A festividade conta com a Missa do Vaqueiro, que atrai vaqueiros das regiões vizinhas, e com a Cavalgada do Maxixe, onde os vaqueiros cavalgam pelas ruas do município.

* O Monumento Natural Pedra do Cachorro está no livro fotográfico Expedição Pernambuco – O Leão do Norte. Mais informações sobre a Coleção EcoExpedições no menu esquerdo do portal da Panorama Cultural ou no site www.colecaoecoexpedicoes.com.br. Os extras publicados no portal trazem informações e curiosidades das áreas visitadas ao longo do projeto.