Tacaratu

Por Karina Morais
Foto: Luiz Netto 

Tacaratu é um município pernambucano localizado na bacia do rio São Francisco, no sertão, a 423 km da capital, Recife. Faz divisa com as cidades de Floresta, Inajá, Petrolândia e o estado de Alagoas. Tem o território de 1.264,41 km² e uma população estimada em 23.833 habitantes, contendo 90 povoados incluindo as comunidades indígenas. 

É composta pela vegetação da caatinga, onde localiza-se a Reserva Biológica de Serra Negra* e possui clima semiárido em que o verão é muito quente e o inverno muito frio e seco.

As tribos indígenas dos Pankararus, Umaús, Vouvea e Geriticó, todos da língua kariri, foram os primeiros habitantes dessa região que se chamava “Cana Brava”, passando a ser chamada de “Brejo dos Padre” com a chegada em missão dos Padres Oratorianos, que marcou o inicio  da urbanização e contrução, surgindo a Vila de Tacaratu.  

tacaratu

Ponto triplo dentro da Reserva Biológica Serra Negra que divide os municípios de Floresta, Inajá e Tacaratu.

Existem registros da passagem dos Padres Oratorianos em 1652 criando na região onde hoje se encontra Tacaratu um Curato, uma residência de vigário de aldeia. Posteriormente, em 1752, se ergueu a Capela de Nossa Senhora da Saúde. Com reformas, a primitiva capela passou à condição de igreja matriz.

Tacaratu hoje é reconhecido por sua produção artesanal em tecelagem, onde se destacam as redes, mantas, tapetes, colchas, entre outros, exportados para diversos estados brasileiros e até para outros países. O município  tem como outra relevante atividade econômica a agropecuária. Na agricultura, os principais produtos são: feijão, milho, mandioca e manga. Na pecuária, destaques para os rebanhos caprino e bovino. A produção de redes e tapetes está concentrada no Distrito de Caraibeiras, onde 85% da população dependem dessas atividades. A cidade detém o título de maior produtor de redes de dormir e tapetes do Estado de Pernambuco.

A cidade é conhecida como “a terra dos Pankararus” (por abrigar em sua área territorial a maior parte da atual reserva desses índios), entretanto a Terra Indígena não se sobrepõe à Reserva Biológica Serra Negra, ficando a Terra Indígena Pipipã (outra etnia pernambucana), mais próxima da REBIO que os Pankararus, sendo inclusive alguns Pipipãs contratados pelo ICMBio para atuar em serviços gerais na Reserva.

*A REBIO Serra Negra está no livro fotográfico Expedição Pernambuco – O Leão do Norte. Mais informações sobre a Coleção EcoExpedições no menu esquerdo do portal da Panorama Cultural ou no site www.colecaoecoexpedicoes.com.br. Os extras publicados no portal trazem informações e curiosidades das áreas visitadas ao longo do projeto.